Introdução
Bets: veja como as apostas online funcionam e por que elas não são investimentos
Publicado por: Broadcast Exclusivo
5 minutos
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Por Soraia Budaibes e Patrícia Queiroz, da Broadcast
O Brasil está entre os países que possuem os maiores mercados de apostas esportivas do mundo. Dados recentes do Ministério da Fazenda, coletados apenas junto às plataformas oficiais, mostraram que quase 27 milhões de pessoas - ou cerca de 13% da população - colocam dinheiro nas bets com regularidade.
Entidades que representam o sistema financeiro, categorias setoriais, órgãos de defesa do consumidor e ainda vinculadas à saúde pública têm sido enfáticas e recorrentes em alertar sobre a correlação entre o alto endividamento da população e a evolução dos jogos online.
Se você está entre os que fazem uso regular desse tipo de aposta, entrou e não sabe como sair ou conhece alguém nessa situação, saiba mais agora como funciona esse mercado que, apenas no ano passado, movimentou uma receita bruta de aproximadamente R$ 37 bilhões, novamente, apenas entre as regulamentadas.
Entre as principais medidas que
Entre as principais medidas que entram em vigor no ano novo estão:
* a proibição de crédito para apostas e de bônus de entrada;
* a exigência de identificação dos apostadores por CPF;
* o reconhecimento facial;
* o controle dos fluxos financeiros.
Termos de bônus e rollover
Em termos de ofertas, a casa trabalha com missões esportivas recorrentes, programa VIP, campanhas de recarga e cashback aplicado conforme regras específicas, sempre sujeito a termos e rollover.
Ranking
1 Novibet Ver site 2 Hiperbet Ver site 3 Betboom Ver site 4 Superbet Ver site 5 Bet dá Sorte Ver site 6 Brazino777 Ver site 7 Sorteonline Ver site 8 BR4bet Ver site
Aplicativos móveis – compatibilidade
| Casa de apostas | Mobile Web |
| BetUS | Sim |
| BetOnline | Sim |
| MyBookie | Sim |
| Bookmaker | Sim |
| Bovada | Sim |
| BetNow | Sim |
| Rainbet | Sim |
| Bet105 | Sim |
| BetAnything | Sim |
| BetWhale | Sim |
A partir da conclusão de que 51% das
A partir da conclusão de que 51% das apostas ocorrem fora do alcance do governo, a Yield Sec estimou valores movimentados no geral e os tributos desperdiçados. No primeiro semestre de 2026, segundo dados da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), filiada ao Ministério da Fazenda, as casas de apostas regularizadas tiveram uma receita bruta de jogos de R$ 17,4 bilhões. Logo, de acordo com a plataforma, pode-se concluir que o mercado ilegal obteve R$ 18,1 bilhões em GGR. A sigla GGR significa "gross gaming revenue" e representa a diferença entre a receita bruta da casa de apostas e o prêmio pago aos apostadores. Uma das consequências para a ilegalidade é a falta de tributação. A Yield Sec cita em seu estudo números da Receita Federal para o primeiro semestre, segundo a qual o governo arrecadou R$ 4,46 bilhões no período. Baseada na estimativa de que 51% das apostas são ilegais, o valor não tributado teria sido de R$ 4,62 bilhões. O percentual de ilegalidade apurado pela plataforma está em linha com outro estudo, produzido pela LCA Consultores e encomendado pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), que estimou em junho a ilegalidade entre 41% e 51% do total. Por que a ilegalidade das bets persiste. Um dos motivos apontados para a existência do “mercado paralelo” é a exposição do público a ele. Baseada em seu monitoramento das apostas online, a Yield Sec afirma que 56% das casas de apostas promovidas na internet operam ilegalmente. O governo atua por duas vias para conter o problema: com o combate às marcas ilegais, ao determinar que suas páginas sejam retiradas do ar, e na fiscalização de empresas de natureza financeira usadas pelos criminosos para movimentar dinheiro. As financeiras se dividem em duas categorias: instituições financeiras (IFs) e de instituições de pagamentos (IPs). Cabe ao Banco Central a fiscalização dessas companhias, enquanto a Secretaria de Prêmios e Apostas, do Ministério da Fazenda, acompanha o cumprimento da Lei das Bets. No primeiro semestre, segundo dados oficiais, entre outros motivos alegados por casas de apostas e pela própria Yield Sec, em seu estudo, estão as restrições especuladas pelo governo. Limitações para idade dos apostadores e para as quantias depositadas, proibições de publicidades por parte das empresas regularizadas e exclusões de determinados grupos (como beneficiários do programa Bolsa Família), na visão dessas empresas, beneficiam o mercado paralelo. Ilegalidade em outros países. A Yield Sec monitora por meio de sua plataforma outros mercados no mundo. Com base nos dados do primeiro semestre de 2026, há casos mais graves do que o Brasil. Esses são os percentuais de apostas ilegais em cada país. Perfil do apostador. A Secretaria de Prêmios e Apostas publicou em agosto um estudo sobre quem é o consumidor das casas de apostas no Brasil. No primeiro semestre, foram identificados 17,7 milhões de apostadores diferentes, ou seja, com números únicos de CPF.
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Perguntas frequentes
Quando o dinheiro será devolvido?
As plataformas devem consolidar e informar os saldos remanescentes nos dias 6 e 7 de outubro. Depois disso, as instituições financeiras e de pagamento devem fazer a restituição entre 9 e 14 de outubro.
Segundo Fraga, a dinâmica prevista para as devoluções começa com o envio, pelas bets aos bancos, das informações sobre os valores mantidos por cada apostador. Essa identificação é feita pelo CPF do jogador, dado obrigatório para a criação da conta nas plataformas reguladas.
A preferência é pela conta bancária de onde saíram originalmente os recursos usados na plataforma, desde que ela continue ativa e pertença ao apostador.
“Com a localização desse CPF e do valor que o jogador ainda teria dentro da plataforma, torna-se tecnicamente viável devolver o montante a essas pessoas, por meio das instituições que fazem as transações financeiras para as apostas nessas bets.”
A legislação também permite que a transferência seja feita para outra conta ativa do mesmo titular. O texto da MP não autoriza o envio para conta de terceiro.